Emprego na indústria de SC fica estável em agosto
O nível de emprego nas médias e grandes indústrias de Santa Catarina ficou estável em agosto com variação de 0,05%, mostra pesquisa da Federação das Indústrias (FIESC) com 339 empresas. Dos 19 setores pesquisados, 13 fecharam vagas de trabalho. Entre eles estão segmentos que tradicionalmente contratam nessa época do ano, como confecções e artigos do vestuário (-0,6%) e produtos têxteis (-1,2%). O presidente do Sintex de Blumenau, Urlich Kuhn, afirma que o consumo está aumentando, no entanto, a produção do setor de confecções está menor e essa diferença está sendo absorvida pela entrada de produtos importados. "O setor de vestuário está um pouco melhor por que na ponta do consumo há um varejo que continua crescendo. A indústria de confecção está sofrendo menos, mas tendo queda gradativa de atividades influenciada pelo aumento das importações", salientou. Nesse período, também reduziram o quadro de trabalhadores, empresas que fabricam produtos de metal (-1%), outros equipamentos de transporte (-1%), produtos de madeira (-0,5%) e veículos automotores. De outro lado, entre os segmentos que contrataram estão alimentos (1%), material eletrônico e equipamentos de comunicação (5,4%), máquinas e equipamentos (1%) e produtos químicos (0,5%). Os produtos de cama, mesa e banho tem um peso muito forte no grupo dos produtos têxteis. A razão da queda no emprego se deve à forte redução das exportações do setor nos últimos cinco anos. "A média era de 40% a 50% da produção. Com a perda da competitividade do país, os embarques foram caindo gradativamente. Num primeiro momento o mercado nacional absorveu grande parte, mas saturou", diz Kuhn, lembrando que não há perspectivas de melhora por causa da "incapacidade" do mercado de absorver a produção aliada à queda da demanda puxada pela acomodação do mercado nacional. "Temos uma capacidade instalada acima da capacidade de consumo do país e a exportação tornou-se inviável", ressaltou ele. Com os pedidos do final de ano, a expectativa é de contratação pontual. "Não há perspectivas de recuperação do emprego por que o setor não vê mudança pela frente e vai se adaptar às demandas, sem haver incremento no emprego. A curva do emprego vai nascendo descendente", ressalta o presidente do Sintex.De janeiro a agosto, o emprego acumula alta de 1,9%. Embora positivo, o volume de contratações ficou bem inferior ao de iguais meses em 2010, quando o grupo pesquisado registrou acréscimo de 5%.
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